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Mudanças Climáticas

Terça-feira, 08 de Janeiro de 2013

 
     

Umidade crescente no Reino Unido está ligada ao aquecimento global, dizem pesquisadores

  

Kevin Trenberth, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos Estados Unidos (NCAR), ressalta que as chuvas intensas não são um “privilégio” britânico.

  

Ian Britton / FreeFoto.com    


Por Fabiano Ávila - Instituto CarbonoBrasil

Quatro dos cinco anos mais úmidos já registrados no Reino Unido aconteceram nos últimos doze anos, sendo que em 2012 o total de chuvas chegou a 1330,7mm, apenas 6,6 mm a menos do que o recorde registrado em 2000. Segundo pesquisadores do serviço meteorológico britânico (Met Office) e de climatologistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), toda essa umidade é uma consequência do aquecimento global. “A intensificação das chuvas está alinhada com as expectativas que temos das mudanças climáticas”, afirmou Gabriele Hegerl, climatologista da Universidade de Edimburgo e membro do IPCC, em entrevista ao portal Euroactiv.

Para o Met Office, não é apenas a quantidade de chuva que preocupa, mas também a maior frequência de eventos extremos de precipitação. “A tendência de mais eventos climáticos extremos é vista em todo o planeta e as chuvas torrenciais estão ficando comuns também no Reino Unido”, afirmou Julia Slingo, cientista chefe do Met Office. A entidade destaca que mais pesquisas precisam ser feitas para que sejam entendidas as totais consequências e causas do aumento da precipitação.

Kevin Trenberth, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos Estados Unidos (NCAR), ressalta que as chuvas intensas não são um “privilégio” britânico. “O padrão esperado é que as altas latitudes, incluindo todo o norte da Europa e da América, apresentem daqui para frente um aumento crescente na precipitação. Está claro que as mudanças climáticas são um componente decisivo nesse sentido.”

Para Trenberth, o excesso de umidade recente não é inesperado, já que há pelo menos duas décadas climatologistas apontam que isso iria acontecer. Segundo o cientista, o problema é que os governos não ouviram e ainda seguem se negando a agir. “Aparentemente a política que está sendo adotada é a de 'aguente firme e sofra as consequências'. Não existe planejamento para mitigar os eventos extremos ou para reduzir a probabilidade de que aconteçam. Isto é muito desapontador”, concluiu.

Instituto CarbonoBrasil/EcoAgência

  
  
  
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Autorizada a reprodução, citando-se a fonte.
 
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