Untitled Document
Boa noite, 24 de nov
Untitled Document
Untitled Document
  
EcoAgência > Notícia
   
Saneamento

Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

 
     

Mundo chegará a 2014 com 2,4 bilhões de pessoas sem saneamento

  

Relatório da Organização Mundial da Saúde, OMS, e do Unicef; países de língua portuguesa são destacados por melhorias, mas ainda registram desafios na área.

  


Por Eleutério Guevane - Rádio ONU

Com a chegada de 2015, o prazo final para o cumprimento das Metas do Milênio, cerca de 2,4 bilhões de pessoas ainda estarão vivendo sem saneamento básico. A constatação faz parte de um relatório, divulgado nesta segunda-feira, por duas agências da ONU: a Organização Mundial da Saúde, OMS, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef. O documento "Progresso sobre Saneamento e Água Potável 2013 – Atualizado", indica que o número de pessoas desatendidas equivale a um terço da população mundial.

Entre os países de língua portuguesa, o relatório sugere que Angola está tentando reduzir a uma taxa de 3,8% a prática de fezes a ceu aberto. Nesta entrevista à Rádio ONU, de Genebra, a diretora da OMS para Saúde Pública e Meio Ambiente, Maria Neira, disse que o continente africano precisa de mais atenção. Ela falou sobre a situação do Brasil no combate à falta de saneamento. "O Brasil está a fazer um esforço muito grande no acesso à água potável onde tem feito esforços importantíssimos no saneamento também. Com o desenvolvimento econômico do país confiamos que a mesma velocidade para esse desenvolvimento econômico e social se possa acompanhar com resultados para a saúde das pessoas. Neste sentido, o acesso ao saneamento é uma das prioridades para a saúde".

Nos demais países de língua portuguesa, Guiné-Bissau melhorou 40% no saneamento e Cabo Verde 25%. Segundo o relatório, desde 1995, o Brasil garantiu acesso ao saneamento a 23% da sua população. Moçambique e Timor-Leste estão com 12% e 11% respectivamente de taxas de melhorias. Se o ritmo de falta de progressos na área de saneamento continuar, a Meta do Milênio que prevê a redução pela metade até 2015, não será cumprida. Desde 1990, apenas 8% deste objetivo foram atingidos.

Já a meta sobre acesso à água potável foi superada em 2010, de acordo com as agências da ONU na área. O Unicef diz que a situação é de emergência e não menos terrível do que "um forte terremoto ou tsunami." O diretor Global do Programa de Água, Sanjay Wijesekera, lembrou que centenas de crianças morrem todos os dias por falta de saneamento.

Rádio ONU, parceira da EcoAgência de Notícias

  
  
  
Untitled Document
Autorizada a reprodução, citando-se a fonte.
 
Mais Lidas
  
Untitled Document
 
 
 
  
  
  Untitled Document
 
 
Portal do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul - Todos os Direitos reservados - 2008