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Energia

Sexta-feira, 13 de Setembro de 2013

 
     

Declaração contrária ao acordo de tecnologia nuclear entre o Japão e o Brasil chega aos consulados

  

Junto à Declaração estão as listas com as assinaturas de 114 organizações da sociedade civil japonesa, 107 organizações brasileiras e 32 Prêmios Nobel Alternativo

  

Coalizão    


Por Redação da EcoAgência

Acontece hoje (13) uma mobilização nacional contrária ao eventual acordo de cooperação nuclear entre Brasil e Japão. As entidades signatárias da Declaração construída pela Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares visitarão os consulados do Japão no país para entregar o documento e as listas com as assinaturas de 114 organizações da sociedade civil japonesa, 107 organizações brasileiras e 32 Prêmios Nobel Alternativo.

A escolha desta data visa lembrar que, há 26 anos, em 13 de setembro de 1987, ocorreu no município de Goiânia, no Brasil, o grave acidente radiológico com grande difusão de radioatividade. E, também, é uma forma de manifestar solidariedade com suas vítimas, assim como com as vítimas dos atuais vazamentos de radioatividade da usina nuclear de Fukushima no Japão.

Em junho de 2013, os jornais brasileiros repercutiram informações divulgadas por uma agência nipônica, de que o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e a presidente do Brasil, Dilma Rousseff estavam retomando as negociações sobre a cooperação nuclear. As informações davam conta também de que o acordo entre os dois países visa permitir a venda de tecnologia e equipamentos para centrais atômicas das empresas japonesas às companhias brasileiras.

Os diálogos haviam sido interrompidos devido ao acidente nuclear de Fukushima em 12 de março de 2011. Todavia, essa retomada motivou a formação da Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares, uma associação de pessoas que defendem as muitas outras alternativas de produção de energia elétrica sem o risco das usinas nucleares. Ao mesmo tempo, criou-se a Articulação Antinuclear Brasileira, que tem a mesma compreensão.

Ambas as iniciativas lançaram em conjunto uma Iniciativa Popular para vedar constitucionalmente, através de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a construção de usinas nucleares no Brasil. dentre os apoiadores estão entidades e os deputados Carlos Sampaio (PSDB/SP), Chico Alencar (PSOL/RJ), Ivan Valente (PSOL/SP), Vicentinho (PT/SP), Luiza Erundina (PSB/SP), e o vereador Gilberto Natalini (PV/SP).

Mobilização

Estão confirmadas entregas da Declaração contrária ao eventual acordo nuclear entre Brasil e Japão em Brasília, às 13 horas na Embaixada do Japão; em São Paulo, onde ocorre um ato nas escadarias da TV Gazeta ao meio dia com distribuição de folhetos com o texto da Declaração e coleta de assinaturas para a Iniciativa Popular, a entrega será no início da tarde no Consulado do Japão; em Recife ao meio dia no Consulado do Japão; em Curitiba também no Consulado. Em Porto Alegre, o Núcleo de Ecojornalistas vai entregar o documento no Consulado às 14horas (Av. João Obino, 467, bairro Petrópolis). No Japão, a entrega à Embaixada Brasileira será às 15 horas e a manifestação será em frente ao Gabinete do Primeiro Ministro logo após.

A seguir confira a Declaração e o documento com as listas de signatários aqui.

 

Declaração

Somos contrários ao acordo de tecnologia nuclear entre o Japão e o Brasil

Os jornais japoneses noticiaram que o governo japonês vai assinar um acordo com o governo brasileiro para preparar o caminho para a exportação de usinas nucleares japonesas para o Brasil.

Passados mais de dois anos do acidente nuclear de Fukushima, sua verdadeira causa permanece desconhecida, o que nos obriga a uma profunda revisão da tecnologia nuclear japonesa. Não é por outra razão que a opinião pública no Japão tem se mostrado contrária não somente à construção de novos reatores, mas também à reativação dos existentes.

As usinas de Fukushima ainda estão liberando radioatividade no meio ambiente e o governo japonês não consegue controlar essas contaminações. Assim, o Japão está causando sérios danos para o mundo.

Como o governo pode apoiar a construção de usinas nucleares fora do Japão em tal situação? Isto só pode ser entendido como uma maneira de dar uma saída para a indústria nuclear japonesa, impedida de construir novas usinas no seu país.

No Brasil, cresce o temor de acidentes em suas usinas nucleares de Angra dos Reis, localizadas entre as duas maiores cidades brasileiras, Rio de Janeiro e São Paulo. Ao mesmo tempo, cresce a pressão para que se passe a usar fontes de energia menos perigosas, para atender as necessidades do país em eletricidade.

Existem outras formas do Japão contribuir para a solução dos problemas de energia do Brasil e do mundo – por exemplo, pela cooperação em torno de energias renováveis.

As organizações da sociedade civil japonesa e brasileira, abaixo assinadas, são contrárias ao acordo anunciado, entre o Brasil e o Japão, em torno da tecnologia nuclear.

13 de setembro de 2013.

 

EcoAgência

  
  
  
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