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Direitos Humanos

Segunda-feira, 29 de Julho de 2013

 
     

UNICEF: 30 milhões de meninas podem sofrer mutilação genital na próxima década

  

Menina etíope (foto) sofreu mutilação genital quando tinha 1 ano de idade.

  

Unicef/Kate Holt    


Por ONU Brasil

Trinta milhões de meninas correm o risco de sofrer mutilação genital/excisão na próxima década, alerta relatório lançado nesta segunda-feira (22) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). A pesquisa foi feita em 29 países da África e do Oriente Médio onde a prática ainda persiste. O documento “A Mutilação Genital Feminina/Excisão: Uma visão estatística e exploração da dinâmica de mudança” aponta que há um conflito entre a opinião das pessoas e o peso da tradição, acentuado pela falta de comunicação sobre o tema.

Enquanto a mutilação genital feminina foi praticamente abandonada por alguns grupos e países, ela permanece arraigada em muitos outros, mesmo quando há legislação contra a prática. A MGF/E permanece quase universal na Somália, na Guiné, no Djibuti e no Egito, com mais de 90% das mulheres e meninas entre 15 e 49 anos sendo mutiladas. Por outro lado, a prática tem diminuído em Benin, no Iraque, Libéria, Nigéria, Quênia, República Centro-Africana e na Tanzânia.ONU

O relatório observa que embora a legislação contra a mutilação genital seja bem-vinda, medidas complementares são necessárias. Ele recomenda que haja um debate público sobre o tema e ressalta que a educação tem um importante papel para acabar com essa atividade.
Existem atualmente 125 milhões de meninas e mulheres que foram submetidas à mutilação genital, que consiste no corte de parte ou de toda a genitália externa da mulher. A prática é reconhecida mundialmente como uma violação dos direitos humanos e não tem benefícios para a saúde, provoca dor intensa e tem várias consequências imediatas e de longo prazo para a saúde, de acordo com agências da ONU.

Desde 2008, cerca de 10 mil comunidades em 15 países, representando cerca de 8 milhões de pessoas, pararam com a mutilação feminina. Em dezembro de 2012, uma resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas pediu que os Estados-Membros intensifiquem os esforços para eliminar a prática. Além disso, cerca de 1.775 comunidades em toda a África declararam publicamente seu compromisso de acabar com a mutilação feminina no ano passado.

ONU Brasil/ecoAgência

  
  
  
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Autorizada a reprodução, citando-se a fonte.
 
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