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Alimentação

Terça-feira, 01 de Outubro de 2013

 
     

Fome cai no mundo, mas ainda afeta 842 milhões de pessoas

  

Relatório da ONU mostra que apesar da redução, uma em cada oito pessoas no mundo não tem o que comer; maioria absoluta dos famintos vive em regiões em desenvolvimento.

  

FAO/Ivan Grifi    
Combate à fome global


Por Edgard Júnior - Rádio ONU

Relatório da ONU sobre o "Estado da Insegurança Alimentar" mostrou que 842 milhões de pessoas sofrem com fome crônica no mundo. O dado corresponde ao biênio 2011-2013. O documento afirma que o número de pessoas com fome nos países em desenvolvimento caiu 17% em mais de duas décadas, entre 1990 e 2013.

O relatório foi preparado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Ifad e pelo Programa Mundial de Alimentos, PMA. As agências da ONU disseram que a maioria das pessoas com fome vive em países em desenvolvimento, mas 15,7 milhões vivem em nações desenvolvidas.

Esse fato tem chamado a atenção dos especialistas, como explica à Rádio ONU, de Santiago, no Chile, o representante de políticas da FAO, Adoniram Sanches. "Tradicionalmente, a metodologia não tratava de países desenvolvidos. Ela começou a ser tratada nesses dois últimos relatórios pelo tema do desemprego. Em muitos países, o consumo, o acesso que as pessoas têm ao alimento é via salário. Então como não tem salário, não tem uma estabilidade de renda, começa a aparecer problemas no núcleo da família de pobreza. Em Portugal já está aparecendo ao redor de 7%."

Sanches disse ainda que esse é um problema que está ganhando dimensão e não atinge apenas os países em desenvolvimento. Agora, segundo ele, as nações desenvolvidas também têm enfrentado dificuldades para alimentar sua população.

A FAO afirma que a meta de se reduzir à metade o número de pessoas com fome no mundo em 2015, não poderá ser cumprida, apesar de 22 países, incluindo o Brasil, terem atingido o objetivo no ano passado. Segundo o relatório, o constante crescimento econômico nos países em desenvolvimento melhorou os salários e o acesso à comida. Além disso, o aumento da produção agrícola melhorou também a disponibilidade de alimentos.

As maiores reduções aconteceram na América Latina e no sudeste e leste da Ásia. A ONU diz ainda que apesar do progresso mundial, a região da África Subsaariana registrou um avanço muito pequeno. A região abriga 24,8% das pessoas que passam fome, o índice mais alto do mundo. Não foram observados progressos na Ásia ocidental. Já as regiões da Ásia meridional e do norte da África, o progresso têm sido lento.

Rádio ONU, parceira da EcoAgência de Notícias

  
  
  
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