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Saúde

Sábado, 17 de Agosto de 2013

 
     

Alternativa sustentável substitui produto cancerígeno em lavanderias

  

O método de lavagem a seco emprega tetracloroeteno, substância que pode causar câncer. Na França, governo quer proibir o uso desse produto até 2020. Alternativa sustentável já está em teste, mas precisa de mais estudos.

 
  

Reprodução    
Embalagem do produto


Por Deutsche Welle

Ele é prejudicial à saúde, mas tem um preço competitivo e é absoluto nas lavanderias da Europa. O percloroetileno, também conhecido como tetracloroeteno, é um líquido incolor utilizado em lavagens a seco – essa substância é empregada diariamente em 95% de todas as limpezas químicas feitas nos países europeus.
 
Existe a suspeita, segundo o sistema internacional para classificação de produtos químicos, de que o percloroetileno possa, inclusive, causar câncer. Essa relação já foi comprovada em experiências com animais. Esses resultados, no entanto, não podem ser simplesmente aplicados aos seres humanos.
 
Na Alemanha e em outros países europeus, a legislação determina a quantidade máxima tolerada desse químico no ar nos locais de trabalho. Na França, uma nova lei quer eliminar o uso do percloroetileno. Lavandeiras serão proibidas de empregar essa substâncias em áreas residenciais muito povoadas. A legislação entra em vigor somente em 2020. Mas leis parecidas já existem na Dinamarca e nos Estados Unidos.
 
Alternativas mais ecológicas
A decisão do governo não pegou de surpresa Nicolas de Bronac. Há quatro anos, ele fundou a Sequoia, uma rede de lavanderia ecológica na França. A empresa substituiu o percloroetileno por silicone líquido. "Nosso conceito é responsável, também perante aos nossos funcionários, pois o tetracloroeteno é muito perigoso", afirma Bronac em entrevista à DW.
 
O silicone líquido é um solvente incolor e sem cheiro utilizado normalmente em cosméticos. Em 1999, a empresa norte-americana Green Earth Cleaning foi a primeira a empregar o produto em limpezas a seco. Ao ser liberada no meio ambinete, essa substância é decomposta em água, areia e dióxido de carbono. Até o momento, é a melhor alternativa para substituir o percloroetileno.
 
Mas pesquisadores são cautelosos. Até o momento, não existem pesquisam que descartem por completo a possibilidade de o silicone líquido causar danos às pessoas e ao meio ambiente. Apesar da ressalva, os governos canadense e britânico classificaram o produto como "não prejudicial ao meio ambiente".
 
Ainda não existe um consenso científico global quanto aos potenciais riscos da substância. Segundo a agência europeia reguladora em matéria de produtos químicos, a ECHA, o silicone líquido é bioacumulavél, ou seja, dificilmente se decompõe e pode se acumular no organismo. Por isso, as autoridades europeias ligadas à liberação e classificação de produtos químicos exigem mais pesquisas sobre o tema.
 
 
 
 
Deutsche Welle, parceira da EcoAgência de Notícias

  
  
  
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Autorizada a reprodução, citando-se a fonte.
 
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