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Segunda-feira, 18 de Novembro de 2013

 
     

Últimas duas décadas registraram 15 mil eventos climáticos extremos, somando 530 mil fatalidades

  

Estudo apresentado por instituto alemão mostra que entre 1993 e 2012, mais de meio milhão de pessoas morreram em decorrência direta de aproximadamente 15 mil eventos climáticos extremos. Já os prejuízos econômicos foram de US$ 2,5 trilhões.

  

Furacão Sandy assolou boa parte do Caribe e da Costa Leste norte-americana


Por Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil

Mesmo sem considerar o furacão Haiyan, que acaba de devastar as Filipinas, um novo levantamento feito pelo instituto alemão Germanwatch assusta ao apresentar os números dos últimos 20 anos de desastres climáticos.

Segundo o Global Climate Risk Index (Índice Global de Risco Climático), entre 1993 e 2012, mais de meio milhão de pessoas morreram em decorrência direta de aproximadamente 15 mil eventos climáticos extremos. Já os prejuízos econômicos foram de US$ 2,5 trilhões.

“A tragédia humana causada pelo super tufão Haiyan será apenas registrada em relatórios futuros. Mas nossos resultados são um alerta para mostrar que as políticas climáticas e um melhor gerenciamento de desastres são urgentes”, explicou Soenke Kreft.

O índice aponta que Honduras, Mianmar e Haiti foram os países que mais sofreram nos últimos 20 anos (veja na tabela). Considerando apenas 2012, Haiti, Filipinas e Paquistão foram os que registraram mais perdas.

O Germanwatch destaca que oito dos dez países no topo no índice são nações em desenvolvimento e com baixa renda per capita. Além disso, apresentam baixa industrialização e por isso praticamente não contribuíram para as mudanças climáticas.

Entre os eventos extremos citados aparece o furacão Sandy, que assolou boa parte do Caribe e da Costa Leste norte-americana, o tufão Bopha, que atingiu as Filipinas em 2012 matando mais de mil pessoas, e as enchentes da temporada de monção no Paquistão em 2010, as piores já registradas no país.

Aqui na América do Sul o índice salienta a seca na Amazônia Ocidental em 2010, quando o Rio Negro atingiu um recorde de baixa.

“O ano de 2015 representa o limite, é quando precisamos estabelecer o novo acordo climático, e estruturas internacionais para lidar com desastres. Os países reunidos agora na Conferência do Clima de Varsóvia (COP 19) precisam ter isso em mente”, concluiu Kreft.
 

 

Carbono Brasil - EcoAgência

  
  
  
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