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Direitos Humanos

Segunda-feira, 27 de Maio de 2013

 
     

Em sessão de Conselho da ONU, Ancop denunciará violações de direitos em remoções forçadas para obras da Copa

  

Nas 12 cidades-sede da Copa, muitas famílias se viram obrigadas a sair de suas casas para dar espaço a essas construções.

  


Por Tatiana Félix - Adital

Amanhã (28), a Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop) fará o lançamento internacional da campanha "Copa para quem?”, durante a 23ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), que se realizará em Genebra, na Suíça. Durante a sessão paralela intitulada "Copa do Mundo para quem? Cartão vermelho para a Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil: Parem as violações de direitos humanos decorrentes dos megaeventos esportivos”, que acontecerá ao meio dia (horário local), também haverá o lançamento do vídeo da campanha "Quem ganha este jogo?”, seguido por debate.

O objetivo da ação é denunciar para a comunidade internacional as violações de direitos humanos decorrentes de remoções forçadas em virtude dos megaeventos esportivos que acontecerão no Brasil entre 2013 e 2014 – Copa das Confederações e Copa do Mundo de Futebol, respectivamente. Além disso, pedirá que o Conselho de Direitos Humanos da ONU intervenha junto ao governo brasileiro e crie, em parceria com as comunidades afetadas, um plano nacional de reparações e um protocolo que garanta os direitos humanos nestes casos.

De acordo com André Lima, integrante da coordenação nacional da Ancop, a estratégia desta ação tem a finalidade de pressionar o governo brasileiro, "pois já percebemos que o governo só dá atenção quando denunciamos para a comunidade internacional. No geral, o governo brasileiro e a justiça são muito pouco sensíveis às denúncias aqui”.

Em virtude das obras de construção ou de reforma e ampliação de estádios para sediar os jogos internacionais, e das obras de mobilidade urbana nas 12 cidades-sede da Copa, muitas famílias se viram obrigadas a sair de suas casas para dar espaço a essas construções. A estimativa é que cerca de 200 mil pessoas em todo o Brasil estejam sendo impactadas por despejos relacionados a obras da Copa.

Segundo André, quem participou de uma ação de visita às comunidades afetadas em algumas cidades-sede da Copa, a situação de violações se repete em todas as cidades. De modo geral, as famílias não são informadas sobre as obras e planejamentos estratégicos, e muitas vezes as comunidades já são notificadas antes mesmo de a obra ter um estudo ambiental. Um comparativo da situação destas comunidades, antes e durante as obras para a Copa, será demonstrado no vídeo "Quem ganha este jogo?”, que será lançado em inglês amanhã durante a sessão da ONU. Para assistir a versão em português, publicada hoje (27), clique aqui.

Essa não é a primeira vez que a Ancop denuncia a situação para a ONU. Em outras ocasiões, a entidade já enviou informações denunciando a questão de megaeventos e direito à moradia no Brasil para a Relatoria Especial e para a Revisão Periódica Universal da ONU. A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa reúne movimentos sociais, organizações, representantes de comunidades e outras entidades sensíveis ao tema das transformações urbanas para os megaeventos esportivos. Os Comitês Populares estão localizados nas 12 cidades-sede da Copa: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Para mais informações: http://portalpopulardacopa.org.br/

Adital/EcoAgência

  
  
  
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