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Desenvolvimento Sustentável

Quarta-feira, 29 de Maio de 2013

 
     

Para Marina Silva, Brasil reúne condições para mudar paradigma de desenvolvimento

  

 Ao participar do ciclo de debates Fronteiras do Pensamento, ao lado do ambientalista Fernando Gabeira, ex-ministra defendeu que para tomar a dianteira do desenvolvimento sustentável, o país precisa somente que seus dirigentes percebam o movimento mundial de preocupação com o meio ambiente.

  

Luiz Munhoz/ Divulgação    


Por Anelise de Carli, repórter da EcoAgência

Recursos hídricos, biodiversidade, extensão territorial. Para Marina Silva, possível candidata à presidência pela segunda vez no ano que vem, o Brasil tem todas as condições para liderar a mudança mundial de mudança no paradigma de desenvolvimento. A ex-ministra do Meio Ambiente durante o governo Lula (2003-2008), acompanhada do ex-deputado federal pelo PV Fernando Gabeira, realizou conferência em Porto Alegre nesta segunda-feira. Os políticos palestraram no Salão de Atos da UFRGS durante o ciclo de debates Fronteiras do Pensamento.
 
Para Marina, vivemos um momento de crise civilizatória, em que é urgente assumirmos o “desconforto da escolha” e transformar os hábitos cotidianos. A questão do meio ambiente não pode ser tratada de maneira isolada de muitos outros conflitos contemporâneos.

O consumismo segue sendo o maior problema, segundo a ativista ambiental, pois segue a lógica do desenvolvimentismo convencional e do que chamou de “cultura do excesso”: – “O ser humano precisa deslocar sua capacidade infinita de desejar coisas para a de ser outras coisas”. Marina pontuou que os problemas sociais de hoje não são técnicos, mas éticos. Gabeira citou exemplos de cidades que investiram na economia criativa e conseguiram aumentar a economia local, abrindo museus, criando feiras literárias, centros de arte. Marina citou a internet como uma das mais acessíveis ideias da desmaterialização do consumo. “Hoje, a economia funciona a partir de bens intangíveis. Uma pessoa inventa uma coisa onde se compartilha fotos e fofocas e isso dá dinheiro”, disse sobre o Facebook.

Marina e Gabeira criticaram o governo Dilma pela falta de tomada de posição na questão ambiental. A historiadora acreana criticou duramente o Plano Decenal do Ministério de Minas e Energia por não incluir nenhuma referência à energia solar. Marina avaliou o pré-sal como um mal necessário para o país, que ainda não pode dispensar  totalmente o petróleo como matriz energética. Mas os lucros dessa investida federal deveriam ser destinados para desenvolver alternativas energéticas limpas. 

A ex-ministra defendeu que para tomar a dianteira do desenvolvimento sustentável, o país precisa somente que seus dirigentes percebam o movimento mundial de preocupação com o meio ambiente. Para ela, a população já está bem alertada. O ex-deputado federal pelo PV Fernando Gabeira foi mais pessimista. Para ele, falta desenvolvimento educacional para que a crítica ganhe coro popular.

Apoiada na retrospectiva histórica feita por Gabeira das questões ambientais em pauta da Rio 92, Marina Silva criticou a defesa "do meio ambiente dos outros”. Para ela, os amazonenses devem se preocupar com a Amazônia e os gaúchos com as águas e o pampa. "Não é de um partido ou de um líder que vai sair a mudança, mas das pequenas atitudes pessoais em casa e no trabalho" - avaliou, conceituando o ativismo autoral.

Do lado de fora da conferência, simpatizantes da ex-Ministra do Meio Ambiente coletavam assinaturas para a formação do novo partido de Marina Silva, a Rede Sustentabilidade. Sobre a candidatura, ela adiantou: "acabamos de sair das eleições municipais, é preciso tomar um tempo para descansar."

 

EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais

  
  
  
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