Untitled Document
Bom dia, 01 de dez
Untitled Document
Untitled Document
  
EcoAgência > Notícia
   
Poluição

Segunda-feira, 11 de Novembro de 2013

 
     

Tartarugas em perigo de extinção ingerem mais plástico do que nunca

  

Tartarugas verdes estão ingerindo o dobro de plástico que ingeriam há 25 anos, de acordo com um estudo da Universidade de Queensland, Austrália.

  

Norbert Wu/Minden Pictures    


Por The University of Queensland, Australia / Traduzido por Heidi Acampora, Global Garbage Brasil

Pesquisadores do School of Biological Sciences (Departamento de Ciências Biológicas) da Universidade de Queensland e da “Riquezas do Oceano” da Organização Governamental CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation) analisaram dados de pesquisas globais dos últimos 25 anos e descobriram que tartarugas verdes e de couro estão ingerindo mais plástico do que nunca.

A líder do estudo e estudante de doutorado, Qamar Schuyler, diz que tartarugas estão comendo mais plástico do que qualquer outro tipo de lixo. “Nossa pesquisa revelou que tartarugas juvenis, que têm hábitos oceânicos, têm maior probabilidade de comer plástico que tartarugas adultas, que se alimentam na costa”, diz Schuyler.

O estudo demonstrou que tartarugas encontradas mortas em áreas com alta concentração de lixo marinho não possuíam uma correspondente alta probabilidade de ingestão de lixo. “Surpreendentemente, tartarugas encontradas em áreas adjacentes às cidades altamente populosas, como Nova Iorque, demonstraram pouca ou nenhuma evidência de ingestão de lixo, enquanto todas as tartarugas encontradas perto de uma área não desenvolvida no sul do Brasil haviam ingerido lixo marinho, diz Schuyler.

“Isso significa que conduzir limpezas de regiões costeiras não é a única solução para o problema de ingestão de lixo para as populações locais de tartarugas, apesar de ser um passo importante para prevenir a entrada de lixo no oceano”.

“Resultados dessa análise global indicam que tartarugas de couro e verde em fase oceânica possuem grande risco de serem mortas ou feridas por ingestão de lixo marinho”.

“Para reduzir esse risco, resíduos antropogênicos precisam ser gerenciados em nível global, desde os fabricantes até os consumidores, antes que esses resíduos cheguem ao oceano.”

Existe uma estimativa de que 80% do lixo vêm de fontes terrestres, dessa forma, é criticamente necessário ter um gerenciamento de resíduos eficiente e engajar a indústria para criar inovações e controles apropriados que possam auxiliar a reduzir o acúmulo de lixo marinho.

As descobertas deste estudo estão publicadas na revista Conservation Biology.

 

 

Global Garbage Brasil/EcoAgência

  
  
  
Untitled Document
Autorizada a reprodução, citando-se a fonte.
 
Mais Lidas
  
Untitled Document
 
 
 
  
  
  Untitled Document
 
 
Portal do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul - Todos os Direitos reservados - 2008