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Indígenas

Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

 
     

MPF participa de evento indígena inédito em MS

  

Procurador da República fala sobre demarcações de terras indígenas para representantes de 4 etnias, reunidas pela 1ª vez em evento.

  


Por Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

O procurador da República Emerson Kalif Siqueira realizou palestra na Grande Assembleia do Povo Terena, realizada de 8 a 11 de maio na Terra Indígena Buriti, em Dois Irmãos do Buriti (MS). É a 1ª vez que representantes das etnias terena, guarani, kaiowá, kadiwéu e kinikinawa se reúnem para discutir temas essenciais aos direitos dos povos indígenas, como questão fundiária, saúde e educação. Além do MPF, participaram do evento o deputado estadual Pedro Kemp, vereadores indígenas, representantes da Funai e Cimi.

 

O membro do Ministério Público Federal falou sobre a PEC 215, que pretende reformar a Constituição para dar ao Congresso a prerrogativa de decidir sobre a homologação de terras indígenas. Para ele, “os direitos indígenas tornaram-se a moeda de troca do governo com a bancada de apoio no Congresso Nacional”. Também falou sobre outro dispositivo jurídico polêmico, a Portaria nº 303 da Advocacia Geral da União, que estabelece diversas mudanças na gestão das terras indígenas. Para o procurador, a portaria fere a Constituição ao retirar a autonomia dos indígenas sobre suas terras “é clara a opção do governo federal para dar voz e vez ao poder do capital”.

 

O deputado Pedro Kemp lamentou o “momento desfavorável” para os indígenas, ao abordar a decisão do governo federal de incluir outros órgãos, como Embrapa, e ministérios, como da Agricultura, na análise da demarcação de terras indígenas. Atualmente, o tema é regido pelo decreto nº 1775/96, com previsão de que o procedimento demarcatório das terras indígenas é de responsabilidade da Funai desde o nascedouro até a aprovação da identificação territorial, passando em seguida para o Ministério da Justiça e Presidência da República. “Os indígenas estão reivindicando o que é direito constitucional deles”, afirmou.

Os indígenas leram um documento em que reafirmam a disposição de lutar pela demarcação de suas terras tradicionais. O texto ressalta que o ideal indígena “está na contramão dos que consideram a terra e seus recursos como produtos de consumo. A mãe terra não pertence aos índios, são eles que pertencem à terra”. O evento, que segue até amanhã (11), também teve participação de dois representantes de etnias da Bahia. Os caciques Nailton Pataxó e Babau Tupinambá compartilharam experiências de luta pela retomada de suas terras tradicionais, que foi vitoriosa.

Clique aqui para ver mais fotos.

MPF-MS

  
  
  Comentários
  
Gabriel - 15/05/13 - 07:17
Bah, a terra não pertence aos indios, mas os indios pertencem a terra. Trata-se ruralistas como bandidos, vcs esquecem dos indios de Sp e Rj... vcs trucidaram eles e cobram de nós[ms] a responsabilidade de sermos responsavéis. Temos direito a propriedade a terra, assim como vcs estados do litoral. Se querem terraspara os inidos...que façam vaquinha e comprem terra.
  
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