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Dia do Bioma Pampa

Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2013

 
     

Painel "Bioma Pampa, presente e futuro: o que temos a anunciar aos gaúchos?" acontece nesta terça dia 10

  

Em comemoração ao Dia do Bioma Pampa, 17 de dezembro, representantes dos governos do Estado e Federal, em especial o Ministério do Meio Ambiente, reúnem-se aos acadêmicos, técnicos, estudantes, ambientalistas para tratar da situação e das políticas públicas do bioma

  


Por Redação da EcoAgência com informações do MoGDeMA

O Dia do Bioma Pampa se aproxima, 17 de dezembro, e o Projeto de Extensão Construindo Consciência Crítica, desenvolvido no Instituto de Biociências da UFRGS, juntamente com o Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente (MoGDeMA), convida os diversos agentes sociais, entre eles acadêmicos, técnicos, estudantes, ambientalistas e representantes dos governos do Estado e Federal, em especial o Ministério do Meio Ambiente, para tratar do quadro ligado à situação atual e as perspectivas quanto às políticas públicas voltadas ao Bioma Pampa e aos Campos Sulinos, no Rio Grande do Sul. O evento, que é aberto ao público, ocorrerá nesta terça-feira, dia 10 de dezembro de 2013, entre as 19h e 21h30min, na Faculdade de Economia da UFRGS (Av. João Pessoa, 52, Campus Centro, Porto Alegre).
 
Estarão presentes para compor a mesa de debates, pela UFRGS, o Professor Valério De Pata Pillar, do Departamento  de Ecologia; pelo Governo do Estado, o Secretário Adjunto, Luís Fernando Perelló; e o representante do Ministério de Meio Ambiente, João A. Seyffarth. Os representantes do Projeto RS Biodiversidade da SEMA vão apresentar as atividades desenvolvidas no Projeto. Conforme o divulgado, a realização deste Painel e debate é mais uma iniciativa urgente no sentido de se constituir uma força tarefa ou um programa emergencial para enfrentar o tema. "Isso não desmerece a necessidade, também, de esforços a médio e a longo prazos, para garantir condições mínimas para o bioma, para a consolidação das políticas de proteção à biodiversidade e de uma economia eminentemente sustentável para esta e para as diferentes regiões do Estado e do País", afirmam os organizadores. 
 
O Pampa é um bioma compartilhado entre Brasil (RS), Argentina e Uruguai, ocupando em nosso Estado uma área de 176.496 km² (IBGE, 2004). Isto corresponde a 63%do território estadual e a 2,07% do território brasileiro. Atualmente, segundo informam os organizadores do evento, o conjunto de indicadores não é nada otimista em relação à conservação da biodiversidade, à manutenção da qualidade de vida e à sustentabilidade socioambiental para essa região do Estado. O Mapeamento do Bioma Pampa (Prof. Hasenack et al.  2007) atestou a perda de quase 60% da vegetação do bioma. Mais recentemente, levantamentos divulgados pelo MMA (2010) dão conta de que o Pampa é o segundo bioma mais devastado do Brasil, restando apenas 36% de sua área original. Entretanto, não existem levantamentos periódicos e mais recentes sobre estes valores.
 
"Tudo indica que a situação tenha se agravado, principalmente pela conversão de campos nativos em culturas de soja, com mercado em alta, e pela silvicultura, que  provavelmente supere mais de meio milhão de hectares de monoculturas arbóreas em áreas de ecossistemas originalmente campestres e de pastagens. Paulatinamente áreas dos ecossistemas campestres e outros ecossistemas naturais, como as pastagens naturais e de grande importância para o Estado, estão desaparecendo e, concomitantemente, as áreas estão ficando mais desertas em habitações rurais, fato semelhante ao que ocorre no país vizinho Uruguai. Chama a atenção de que a preocupação dos governos e da população, hoje, está muito mais voltada ao desmatamento, o que é louvável, porém praticamente não existe, nem de longe, maior destaque ao desaparecimento de campos nativos, que constituem-se em ecossistemas altamente diversificados e de grande papel ecológico regional."
 
O Projeto de Extensão Construindo Consciência Crítica e o MoGDeMA alertam que, nos últimos anos, na data maior do Pampa, praticamente, não se vê anúncios de políticas ambientais para reverter a situação negativa que se abate sobre o bioma. "Ao contrário, deparamos-nos com políticas muitas vezes conflitantes, ou seja, incremento à economia de exportação, via monoculturas (soja e eucalipto), incremento a pastagens artificiais, dependentes de muitos insumos químicos - com destaque aos agrotóxicos - incentivo à mineração de carvão associada à implantação de geradoras térmicas altamente poluidoras e, por fim, a construção de megabarragens de irrigação de monoculturas, que destroem o que resta das matas ciliares. Ou seja, geram-se políticas contraditórias e em bola de neve contra a biodiversidade, trazendo-se também a depreciação do potencial turístico (ecológico e histórico-cultural) e perda acentuada de recursos hídricos e incertezas quanto à proteção do bioma, como um todo."
 
De outra parte, os organizadores do Painel verificam que, apesar do meritoso esforço do projeto RS Biodiversidade, via SEMA (FZB e FEPAM) e Emater, a estrutura do Estado está muito aquém da necessária referente aos órgãos de proteção e de gestão do meio ambiente (DEFAP, FEPAM e Fundação Zoobotânica). "Inclusive constatamos a absurda escassez de Unidades de Conservação no bioma. Da mesma forma o Ibama e o ICMBio, do MMA, não implementam esforços para avançar na consolidação do Mapa das Áreas Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade (Port. MMA n. 09 de 23 de janeiro de 2007."
EcoAgência e Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente (MoGDeMA)

  
  
  
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