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Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

 
     

Porto Alegre: Agapan participa da Marcha pelas Árvores

  

“Queremos um desenvolvimento que leve em consideração as pessoas e a vida acima do lucro e do automóvel”, diziam os manifestantes junto ao acampamento Ocupa Árvores.

  


Por Adriane Bertoglio Rodrigues - Agapan

Com palavras de ordem pedindo mais paz e amor e menos motor, e “nenhuma árvore a menos”, mais de 200 pessoas, entre ambientalistas, estudantes e público em geral, participaram da Macha Pelas Árvores, realizada no final da chuvosa tarde de segunda-feira (20/5), percorrendo da Prefeitura ao acampamento Ocupa Árvores, próximo à Câmara dos Vereadores. A manifestação foi organizada em defesa das árvores ameaçadas de corte do entorno da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, justificado pela realização da Copa em 2014. “Quinta-feira, dia 23, no mesmo horário, em frente à prefeitura, todos marcharemos em nome das árvores e contra o desprogresso”, antecipou o estudante Ricardo Badin, ao sugerir o compromisso de cada militante convidar mais pessoas para a manifestação.

Na quarta-feira (23/5), o Largo Glênio Peres vai sediar a 7ª Festa da Biodiversidade, e o movimento Quantas Copas por Uma Copa promete divulgar suas ações e conclamar as pessoas a participarem do acampamento. O grupo precisa de cordas, comida e barracas, além de mais pessoas. “Queremos um desenvolvimento que leve em consideração as pessoas e a vida acima do lucro e do automóvel”, diziam os manifestantes junto ao acampamento Ocupa Árvores.

Vários integrantes da Agapan acompanharam a Marcha, e escolheram a árvore número 171 para adotar. “Esse número é representativo nesse momento em que a prefeitura insiste em não considerar as alternativas que apresentamos aos projetos Copa e ao Parque Gasômetro”, defendeu Celso Marques, conselheiro da Agapan.

Em frente à prefeitura, no início da Marcha, Marques leu o manifesto da Agapan sobre o corte das árvores, onde destaca que o caso das árvores do Gasômetro “são a ponta de um gigantesco iceberg, que é a qualidade de vida de nossa cidade, que está sendo derretida pelos interesses especulativos de poucos”.

Ainda segundo o documento, a Agapan diz ter esgotado “os caminhos institucionais legais, burocráticos e administrativos, na tentativa de manter um diálogo político e técnico-científico com os poderes constituídos”. E vai além, apoiando a subida nas árvores e conclamando os porto-alegrenses a comparecerem no local em solidariedade aos jovens na defesa dos interesses de todos nós. “Apoiamos a defesa das árvores como expressão legítima da cidadania e como um direito universal de desobediência civil”, diz o documento, que conclama a população “apareça e junte-se a nós”.

 

 

Agapan/EcoAgência

  
  
  
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