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Agricultura

Sexta-feira, 19 de Abril de 2013

 
     

Abelhas e insetos silvestres são polinizadores cruciais para produção de alimentos

  

Pesquisa de 50 cientistas apresentada nos Estados Unidos constatou também que a agricultura industrial, a monocultura, o uso de agrotóxicos e a perda de habitat natural afetam as populações das abelhas silvestres, vitais para as lavouras.

  

Pesquisadores afirmam que abelhas silvestres têm o dobro de eficiência na polinização que as abelhas de mel domésticas


Por TNC - Divulgação

As abelhas e outras espécies de insetos silvestres são cruciais no processo de polinização de diversos produtos agrícolas, vitais para a alimentação dos seres humanos, apontam os estudos apresentados quarta-feira (17), em Arlington (EUA),  por uma equipe de 50 cientistas de todo o mundo. A pesquisa de uma dessas publicações foi liderada pela Dra. Christina M. Kennedy, cientista da organização ambiental The Nature Conservancy (TNC).

Os resultados dos estudos científicos sinalizam que a intensificação da agricultura industrial e seus processos, incluindo o uso de pesticidas, de produtos químicos sintéticos, extensas lavouras, a baixa diversidade de cultivos e, sobretudo, a perda do habitat natural ao redor dos campos produtivos impactam negativamente às populações de abelhas silvestres. Isso se deve principalmente pelo fato de as abelhas silvestres conseguirem polinizar muito mais efetivamente cultivos importantes como café, maçãs, tomates, melancias, abobrinhas, amêndoas e avelãs do que outros métodos, como abelhas de mel domesticadas.

“As abelhas de mel domésticas, geralmente utilizadas pelos agricultores para polinizar, transportam mais pólen entre as plantas, contudo nossos estudos mostram que as abelhas silvestres são mais efetivas em polinizar os cultivos de forma exitosa”, afirmou Kennedy. “A polinização com abelhas silvestres aumentou em quase o dobro a proporção de flores que se desenvolveram em frutas maduras ou sementes, em comparação com as abelhas de mel domesticadas”, adicionou.

As implicações, segundo Kennedy, são importantes para os agricultores de todo o mundo, já que alterações simples no campo como incorporar espaços naturais ao redor das lavouras e reduzir o uso de químicos tóxicos para as abelhas poderiam beneficiar esta e outras espécies de polinizadores silvestres e, com isso, contribuir para uma melhor produção de vários alimentos. Ao mesmo tempo, se requer conservar e melhorar os habitats naturais e seminaturais dos campos agrícolas.

Ao combinar boas práticas de agricultura e conservação do meio ambiente se promove um rendimento mais estável e saudável das culturas. Isso é importante especialmente agora, que se está incrementando enormemente a demanda global por alimentos.

Os cientistas examinaram as tendências dos insetos polinizadores, em particular as abelhas e seus processos polinizadores, em pelo menos 40 sistemas de cultivo, em 600 lavouras ou pastagens de 20 países em todo o mundo, incluindo Brasil, Alemanha, Argentina, Austrália, Canadá, Costa Rica, Estados Unidos, Índia, Indonésia, Israel, Japão, Quênia, México, Nova Zelândia, Polônia, Reino Unido, África do Sul, Suécia, Suíça e Uganda. Ambos os relatórios ilustram o impacto que têm as práticas de campo e desenho de paisagem na saúde das abelhas silvestres.

“À medida que a população mundial se aproxima dos nove bilhões – como se prevê para as próximas décadas – se urge identificar e implementar métodos para aumentar a produção de alimentos com a mesma quantidade de terras cultiváveis atualmente, pois do contrário estaremos ameaçando ecossistemas importantíssimos que facilitam a própria produção de alimentos”, mencionou Kennedy. “Qualquer estudo que possa ajudar aos produtores a obter esse ‘incremento sustentável’, será a melhor das ferramentas para poder alimentar o mundo e proteger a vida.”

Os relatórios foram publicados pelas revistas científicas Science e Ecology Letters, e esta última está disponível de maneira gratuita no link abaixo:

(http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/ele.12082/full).  

Sobre a TNC

A TNC é a maior organização de conservação ambiental do mundo. Estamos em mais de 35 países, adotando diferentes estratégias com a missão  de conservar as terras e águas das quais a vida depende. No Brasil, onde atua há 25 anos, a TNC promove iniciativas nos principais biomas brasileiros – Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal –, com o objetivo de compatibilizar o desenvolvimento econômico e social dessas regiões com a conservação dos ecossistemas naturais.

Por meio de seu programa de Conservação da Mata Atlântica e Savanas Centrais, a TNC estabelece parcerias com os diversos setores da sociedade a fim de proteger e restaurar áreas prioritárias dentro desses biomas. No programa da Amazônia, a organização vem trabalhando para facilitar e promover a conservação de terras indígenas há mais de dez anos, além de desenvolver ações para a regularização ambiental de municípios estratégicos e para minimizar as causas e efeitos das mudanças climáticas.

Atualmente, a organização e seus mais de um milhão de membros ajudam a proteger 130 milhões de hectares em todo o mundo. Saiba mais sobre a TNC em http://portugues.tnc.org.   

TNC/EcoAgência

  
  
  
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