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Energia

Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2013

 
     

AIE afirma que apoiar tecnologia de captura e armazenamento de carbono será uma de suas prioridades em 2013

  

Segundo a entidade, para alcançar o cenário de um aquecimento de apenas 2ºC, o consumo mundial de combustíveis fósseis precisa cair em 20% até 2050 e o CSS deve estar presente na quase totalidade das instalações geradoras de energia.

  


Por Fabiano Ávila - Instituto CarbonoBrasil

De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), apesar de todos investimentos e atenção dados para as fontes renováveis, os combustíveis fósseis ainda respondem por 80% da geração mundial. Dessa forma, só existiria uma maneira de manter o aquecimento global dentro do que é recomendado para evitar as piores consequências das mudanças climáticas (abaixo dos 2ºC): apostar na captura e armazenamento de carbono (CCS). Assim, a entidade deseja fazer de 2013 o ano da consolidação do CCS. “Para a AIE, o CCS é um opção que deve ser desenvolvida em paralelo a outras tecnologias limpas e a programas de eficiência energética. A captura das emissões de gases do efeito estufa de combustíveis fósseis é essencial, pois não vemos sinais de que o consumo desse tipo de fonte diminuirá no futuro”, explicou Juho Lipponen, chefe da Unidade de CCS da AIE.

Segundo a entidade, para alcançar o cenário de um aquecimento de apenas 2ºC, o consumo mundial de combustíveis fósseis precisa cair em 20% até 2050 e o CSS deve estar presente na quase totalidade das instalações geradoras de energia. Lipponem explica que a prioridade imediata da AIE é divulgar suas recomendações de pré-requisitos para novos projetos, tanto ambientais quanto técnicos, facilitando que desenvolvedores alcancem a aprovação dos governos para iniciar suas atividades.

Para se ter ideia de como essa medida pode ser importante, os €275 milhões reservados no programa de energia europeu NER 300 para projetos de CCS não foram distribuídos no ano passado simplesmente porque não foram encontradas iniciativas que cumprissem os pré-requisitos. A AIE também quer trabalhar em conjunto com os países mais dependentes de carvão e demonstrar aos governos que o CCS deverá ter um papel importante no futuro de suas estratégias energéticas.

A entidade destaca que o carvão deve se tornar a principal fonte de energia do planeta até 2017, por isso é muito importante desenvolver soluções para tornar mais limpas as termoelétricas. Sem o CCS, as emissões mundiais cresceriam 70% até 2050, em relação ao nível de 2005.

Instituto CarbonoBrasil/EcoAgência

  
  
  
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Autorizada a reprodução, citando-se a fonte.
 
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