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Clima

Quinta-feira, 26 de Dezembro de 2013

 
     

Parques ajudam a amenizar temperatura nas cidades

  

Pesquisadores alemães estudam os efeitos de áreas verdes sobre o clima nas metrópoles e tentam entender melhor como elas podem contribuir para amenizar as consequências das mudanças climáticas

  

Agência Brasil    
São Paulo


Por Deutsche Welle

Somente na Alemanha, por dia uma área do tamanho de 50 campos de futebol é cimentada, asfaltada ou construída. E isso afeta diretamente o clima das cidades. Quanto mais densamente um município é urbanizado, mais acentuados são os efeitos das chamadas ilhas de calor.
 
A temperatura em uma metrópole como Hamburgo, por exemplo, pode ser até 3 graus Celsius maior do que na região ao seu redor. Os resultados de uma pesquisa sobre a influência do solo no clima das cidades revelam a importância de se preservar regiões onde o chão não seja tomado por cimento e asfalto.
 
Em dias quentes de verão, descansar em parques é relaxante, não somente pelo verde e o silêncio, mas também por ser mais fresco do que em outros locais. A diferença de temperatura ocorre, primeiramente, por não haver próximos a essas áreas verdes paredes de casas e prédios, além de calçamentos e ruas que absorvem calor solar e o emitem.
 
 Além disso, a água evapora com mais facilidade, resfriando assim a região. Devido a esse efeito térmico, o projeto Observatório Climático do Solo Urbano de Hamburgo (Husco) investiga se esses espaços verdes podem amenizar as consequências das mudanças climáticas.
 
Para descobrir a intensidade de resfriamento do clima em torno do solo e as diferenças entre tipos de terrenos, os pesquisadores instalaram estações de medição em diferentes locais – como um pântano com lençol freático próximo à superfície e uma região mais seca com lençol freático mais baixo.
 
Nos dois locais, os pesquisadores construíram uma pequena estação de medição do clima, que recolhe dados sobre temperatura, velocidade do vento e umidade do ar. Fossos foram abertos e sensores foram postos no subsolo.
 
"Nesses fossos enterramos os sensores logo abaixo da superfície e também em uma profundidade de 1,60 metro. Eles medem, entre outras coisas, a temperatura e a quantidade de água no subsolo", descreve a diretora do projeto, Annette Eschenbach, da Universidade de Hamburgo.
 
Há três anos, as estações estão coletando dados, e a pesquisa já apresentou resultados. "Em períodos de baixa pluviosidade os locais secam de maneira bem diferente, dependendo do lençol freático", conta Eschenbach. Terrenos úmidos recebem mais suprimentos do lençol freático e, por isso, secam mais devagar nos períodos de pouca chuva do que um solo com um nível baixo de água.
 
Os pesquisadores constataram também que um solo úmido resfria mais o ar em sua proximidade do que uma superfície seca. Durante todo o ano, a temperatura medida no parque era mais do que meio grau menor do que no bairro densamente construído ao lado.
 
 
Deutsche Welle, parceira da EcoAgência de Notícias

  
  
  
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Autorizada a reprodução, citando-se a fonte.
 
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