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Segunda-feira, 30 de Dezembro de 2013

 
     

União garante o retorno dos Tenharim às aldeias na Terra Indígena em Humaitá (AM)

  

Entre os refugiados desde o dia 25, no 54º Batalhão do Exército do município, estavam 120 indígenas tenharim, parintin, jiahui, uru-eu-wau-wau, jiahui e piranhã e, 20 funcionários da Funai

  

Funai    
Segue a investigação sobre a morte do cacique Ivan Tenharim e a busca aos três desaparecidos não indígenas


Por Redação da EcoAgência*

As 120 pessoas indígenas que estavam refugiadas no 54º Batalhão de Infantaria na Selva (BIS) já se encontram em suas aldeias. Conforme o divulgado pelo Blog Combate ao Racismo Ambiental, a Polícia Federal, o Exército e a Polícia Rodoviária Federal fizeram a escolta de proteção aos ônibus usados para o transporte do grupo, a maioria do povo Tenharim, às 5h30min de hoje (30).

A informação é do Secretário Indígena da Prefeitura de Humaitá (AM), Ivanildo Tenharim, que era um dos refugiados. Essa escolta e a garantia de retorno dos indígenas às suas respectivas aldeias é o cumprimento pela União, de uma ordem judicial. O advogado do povo Tenharim, Ricardo Albuquerque, conseguiu no sábado (28) decisão favorável da juíza Marília Gurgel R. de Paiva e Sales, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, à ação proposta.

De acordo com o portal Amazônia Real, os indígenas que estavam refugiados pertencem as etnias tenharim, parintintin, jiahui, uru-eu-wau-wau, jiahui e piranhã. Entre eles estavam também outras 20 pessoas funcionárias da Funai. Todos abrigaram-se no Batalhão do Exército, em Humaitá (AM), na madrugada de quarta-feira (25) após sofrer ameaças de morte de pessoas não-indígenas que, protestaram, atearam fogo em carros e barcos da Funai, na sede do órgão e na Casa do Índio da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), que era o único local de tratamento de saúde indígena. E, ainda, na sexta-feira (27), cerca de 300 pessoas invadiram aldeias da Terra Indígena Tenharim com a justificativa de buscarem os corpos dos homens desaparecidos. As famílias de Stef Pinheiro de Souza, professor da rede pública municipal de Apuí, Aldeney Ribeiro Salvador, gerente da Eletrobrás Amazonas Energia em Santo Antônio do Matupi, e de Luciano da Conceição Ferreira Freire, representante comercial de Humaitá, responsabilizam os Tenharim de Marmelos por sequestro e morte deles. Os Tenharim negam envolvimento no caso.

O portal Amazônia Real, também divulgou informações sobre a força-tarefa, que é formada por 426 homens das Polícias Federal (30), Rodoviária Federal (40), Militar do Amazonas (226), Força Nacional de Segurança (100) e Exército (não divulgou o número de soldados), e que ainda não teve sucesso na operação de buscas aos três homens desaparecidos e ao veículo deles. As buscas começaram às 7h de sábado (28). As investigações estão centralizadas em duas suspeitas para o motivo do desaparecimento dos três homens: homicídio e acidente de trânsito. O homicídio seria uma vingança dos índios pela morte do cacique Ivan Tenharim, no dia 02 de dezembro. “Ao longo da estrada há muitos igarapés e lagos, pode ter ocorrido um acidente. Mas, estamos checando a situação de uma ação dos indígenas”, afirmou o coronel Almir David Barbosa.

 

 

*com informações do Blog Combate ao Racismo Ambiental e do Portal Amazônia Real

  
  
  
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