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Política Ambiental

Terça-feira, 08 de Abril de 2008

 
     

"Pressionei, sim"

  

 

Diretora-presidenta da Fepam, Ana Pellini, admite que pressionou os servidores do órgão para acelerar os licenciamentos das papeleiras e a tramitação do ZAS.

  


Por Ulisses Nenê

 

 

Porto Alegre, RS – Nos dias mais importantes dos últimos anos na Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e na Fundação Estadual de Proteção ao Meio Ambiente (Fepam), quando se decide o destino do Zonenamento Ambiental da Silvicultura (ZAS), está quase impossível falar com quem mais entende do assunto: os técnicos e assessores que trabalharam nos levantamentos e elaboração do documento. Falamos com pelo menos 12 deles, entre ontem e hoje, todos e todas estão quase à beira de um ataque de nervos.

A origem de tal estado, afirmam – quase sempre com a condição de não se publicar seus nomes -, estaria nas pressões que vêm sofrendo da presidenta da Fepam, Ana Pellini, e o medo de retaliações. Ela vem fazendo de tudo, dizem, para que não haja qualquer restrição à implantação dos megaprojetos de pinus e eucalipto na Metade Sul do Rio Grande, embora haja grandes resistências entre os quadros técnicos da fundação. Para impor sua vontade, relatam, ela estaria pressionando e punindo servidores.

 

No final da tarde de hoje (08/04), em entrevista à EcoAgência por telefone, ela confirmou que pressionou pela acelereação dos licenciamentos das papeleiras e para a aprovação do ZAS. “Realmente pressionei, sim, porque chegou um momento em que eu disse que esse zoneamento tinha que desencruar”, declarou, sem rodeios. Segundo ela, “as coisas precisam ter um timing para se resolver e apresentar soluções”. Acrescentou que os licenciamentos e a tramitação do ZAS vinham “demorando exageradamente”.

Porém, negou que tenha efetuado perseguições pessoais ou punido alguém: “Não há espaço para represálias no serviço público, as pessoas continuam trabalhando no mesmo setor, sem redução salarial”, afirmou. Houve apenas, segundo ela, a transferência de alguns funcionários “por razões administrativas”, emendou, conforme os princípios da impessoalidade no serviço  público: “Só fiz agilizar procedimentos internos, sem prejuizo ao meio ambiente."

  
  
  
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