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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2015
  
Eu não quero o prolongamento da Ipiranga!

Movimento critica a “carrocracia” através do Plano de ampliação de Avenida entre Porto Alegre e Viamão (RS) que conta com o apoio da Prefeitura e dos vereadores da Capital gaúcha e defende modos alternativos de mobilidade urbana para resolver o congestionamento do tráfego de veículos

  
Por Luciana Machado da Silva
  

Diariamente ocorre intenso congestionamento da RS 040 e da Avenida Bento Gonçalves de Viamão (RS) devido ao acentuado número de carros que por ali deslocam moradores deste município para Porto Alegre (RS). O crescente volume de veículos individuais deixa os motoristas trancados por até duas horas diariamente nesse trajeto, além de obstruir a passagem dos ônibus coletivos urbanos, que não têm uma faixa exclusiva e lutam por um espaço na Avenida com os milhares de carros.

Desde 2004, as prefeituras de Porto Alegre e Viamão buscam medidas para solucionar o problema do tráfego congestionado. Neste momento, está em discussão a criação de mais uma via, quer dizer, a ampliação da Avenida Ipiranga por dentro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) até Viamão.

O que a ampliação da Avenida Ipiranga ocasionaria?

À primeira vista, parece uma ótima solução criar mais uma via, já que a Avenida Bento Gonçalves está congestionada e defasada, e a mobilidade urbana demanda com urgência mais espaço. Entretanto, é fundamental considerar que a criação de mais uma via vai, inevitavelmente, provocar mais congestionamento. É o que acontece pela lógica do tráfego induzido. Mais espaço para carros gera mais obstrução do trânsito por esses mesmos carros. O movimento Eu não quero o prolongamento da Ipiranga entende que com esta “solução”, ou seja, tentar combater o congestionamento alargando vias é como combater a obesidade afrouxando o cinto.

O prolongamento da Avenida Ipiranga ainda provocaria mais poluição no Arroio Dilúvio, visto que suas nascentes percorrem o trajeto pretendido pela ampliação da Avenida, que é uma Área de Preservação Permanente (Morro Santana). Para a ampliação da Avenida Ipiranga dentro da UFRGS, como o pretendido, seria necessário desmatar as bordas do Morro Santana, causando grande impacto ambiental. Seria prejudicada a biodiversidade da fauna e da flora gaúchas, ocasionando efeitos irreversíveis para os animais silvestres que ali habitam e  para os moradores do entorno da Avenida Antônio de Carvalho, que teriam suas casas desapropriadas.

A obra traria ainda a abertura para a especulação imobiliária das grandes empresas de Porto Alegre e Viamão que só pensam em seus lucros, esquecendo-se das verdadeiras necessidades das pessoas, que incluem um ambiente saudável para bem viver.

Mas, então qual seria a solução?

1 - Para nós do movimento Eu não quero o prolongamento da Ipiranga, o crescimento urbano não se faz com mais vias, e sim com investimento inteligente nos transportes alternativos. A faixa exclusiva para o Ônibus traria agilidade e rapidez na avenida já existente, assim como ocorreu na Zona Sul de Porto Alegre, onde as viagens das 45 linhas que circulam no local, nos horários de pico, tiveram uma redução média no tempo das viagens de 27%.  Os carros/veículos individuais utilizam mal o espaço e o a sua utilização deve ser desestimulada. E as faixas exclusivas devem ser de preferência segregadas e com semáforos com sensores para abrirem quando os ônibus ou bondes forem passar.

2-  É preciso criar ciclovias e ciclofaixas que incentivem as pessoas a deixarem seus carros em casa para os trajetos curtos, seja até o local de trabalho ou estudo seja até pegar outro modal de transporte. Deve haver também integração dos modais para os trajetos longos. Assim, uma pessoa pode se deslocar de sua casa ao ponto de ônibus de bicicleta e, a partir dali utilizar o transporte público levando a sua bicicleta no ônibus ou utilizando as bicicletas compartilhadas que devem estar dispostas em diversos pontos da Avenida Ipiranga e da Avenida Bento Gonçalves.

3- É urgente efetuar a manutenção das vias existentes. Tanto a Avenida Bento Gonçalves quanto a Avenida Caminho do Meio estão em condições precárias, gerando acidentes de trânsito e congestionando as vias. Com melhorias na asfaltagem e nas calçadas, faixas exclusivas de ônibus e a criação de ciclofaixas e ciclovias haveria mais segurança para todos os tipos de modais, tornando o trânsito mais fluido e ágil.

4- A área que está sendo alvo do “projeto” é de propriedade de uma Autarquia Federal (UFRGS), logo não pode ser negociada nem pelo Estado nem pelos Municípios. Para além da Faculdade de Agronomia, o projeto propõe a passagem pela FAVET (Faculdade de Veterinária), com a necessidade de se criar novas vias  - sendo que no ano de 2011 um projeto para a instauração de Anel Viário nas dependências da Faculdade de Veterinária foi trancado já que as condições daquele solo não eram propícias para o asfaltamento. Caso o prolongamento seja aprovado, diversos serviços veterinários prestados pelo Hospital de Clínicas Veterinárias da UFRGS serão afetados bem como os laboratórios da instituição. Esse projeto traz o retrocesso intelectual para as cidades de Porto Alegre e Viamão.

Por fim, enfatizamos: a construção de mais vias não passa de uma forma política de comprar votos, iludindo os eleitores com soluções rasas para uma problemática enraizada no plano estratégico de mobilidade urbana. Para obterem mais informações acessem: https://www.facebook.com/contraoprolongamentodaipiranga
 

  
             
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Autorizada a reprodução, citando-se a fonte.
           
 
  Comentários
  
Saulo F. Mazza - 07/04/16 - 15:35
È realmente inacreditável que alguma pessoas possam ser tão inocentes , a ponte de acreditar que ciclovias possam realmente resolver um problema tão sério quanto este engarrafamento maldito da 040 de todas as manhãs , este é um problema real não da para brincar com soluções magicas enquanto as pessoas perdem boa parde de suas manhãs , a duplicação da Av. Ypiranga é a unica e real solução deste problema ,vamos deixar de brincadeira e levares te assunto a sério , talvez as os idealizadores do projeto de ciclovias como solução devam usar a 040 por um ano todos os dias como nós cidadãos Viamonenses fazemos assim talvez eles mudem de ideia .
 
  
  
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