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Segunda-feira, 16 de Março de 2009
  
Grande Oportunidade

Os Estados Unidos conseguirão avanços impensáveis nas tecnologias de utilização em grande escala das fontes renováveis de energia.

  
Por Hernán Sorhuet Gelós
  

Ainda que há muito tempo se reclame o incremento substancial do uso das fontes renováveis de energia, recém agora parecem estar dadas as condições para que isso aconteça.

Foi preciso ocorrer uma crise financeira como poucas vezes se viu para que na desesperada busca de soluções se prestasse atenção às energias “verdes”.

O “Plano Obama de energias limpas” significa a determinação do governo estadunidense de reduzir a dependência energética do petróleo, apostando no uso crescente e eficiente das fontes renováveis. O compromisso oficial é duplicar em três anos sua produção através de estímulos econômicos e logo prosseguir em etapas cada vez mais ambiciosas.

Tudo indica que estão dadas as condições para que se produza uma surpreendente expansão global do uso destas fontes energéticas. Até agora o argumento dos que se opunham era desacreditar qualquer intento de produção em grande escala, dizendo que pouco se podia esperar delas.

A falta de tecnologias de ponta, de altos rendimentos na produção, de baixos custos de geração, estavam aprisionadas num círculo vicioso de uma indústria na qual não se investe seriamente em seu desenvolvimento. Se não investem recursos econômicos, tecnológicos e humanos de alto nível na investigação científica e tecnológica, é muito difícil que surja o conhecimento necessário.

O senso comum é o principal aliado da utilização em grande escala das energias renováveis. Tratam-se daquelas produzidas na Terra por fenômenos naturais: radiação solar, a movimentação dos rios e circulação do vento, a biomassa, as ondas, o calor no interior da Terra. Por isso são consideradas inesgotáveis, renováveis e seguras, ao contrário do caso dos combustíveis fósseis e da energia nuclear.

A este senso comum, agora se soma a enorme pressão que está exercendo a crise econômica mundial e o aquecimento global.

Uma vez mais se deve dizer que as crises são também oportunidades. Assim entende o novo governo estadunidense com sua aposta em conseguir uma mudança radical da sua matriz energética. O interessante do que ocorre nos Estados Unidos é que por se tratar da principal potência mundial no terreno econômico e tecnológico, sua decisão quase garante que conseguirão avanços impensáveis na melhoria e eficiência das tecnologias de aproveitamento em grande escala das fontes renováveis de energia.

O presidente Obama anunciou que pretende criar 5 milhões de postos de trabalho “verdes”, com o investimento estratégico de R$ 150 bilhões de dólares na próxima década. Além disso, assumiu o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 80% antes de 2050.

Enquanto isto, em nosso país, devemos aproveitar este vento em popa que se está levantando, considerando nossa total dependência da importação de hidrocarbonetos.

Cremos que nossas melhores possibilidades estão na energia solar, especialmente no aproveitamento térmico em edifícios e habitações.

Deveria se conceber uma firme política nacional de estímulo à produção tecnológica local, de equipamentos em grande escala e baixo custo. Obteríamos muitas divisas, geraríamos numerosos empregos e reduziríamos o custo familiar do consumo de energia.

Hernán Sorhuet Gelós é jornalista no Uruguai, onde escreve sobre meio ambiente para o jornal El País, de Montevidéo. Tradução de Ulisses A. Nenê para a EcoAgência.

  
             
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