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Quarta-feira, 04 de Fevereiro de 2009
  
Darwin: Dois séculos depois

Ele foi uma das mentes mais brilhantes que já produziu a humanidade, capaz de mudar seu rumo.

  
Por Hernán Sorhuet Gelós
  

Dia 12 de fevereiro faz duzentos anos do nascimento de Charles Darwin. Recordá-lo com admiração e agradecimento é uma obrigação de todos, considerando que suas idéias e opiniões modificaram o rumo da humanidade.

Neste sentido, 2009 é um ano muito particular pois, além disso, inclui outro grande aniversário estreitamente relacionado com Darwin. Sua famosa obra A Origem das Espécies, que assentou as bases para que nascesse a biologia moderna, foi publicada em 24 de novembro de 1859.

A grandeza de Darwin e sua fama como uma das mentes mais brilhantes que já produziu nossa espécie, talvez possa ser resumida em uma de suas características mais espantosas. Foi capaz de produzir uma teoria revolucionária do conhecimento humano e da compreensão do mundo ao qual pertencemos, baseando-se fundamentalmente na observação e em seu trabalho individual. A ninguém ocorreria hoje realizar um grande descobrimento sem um sólido trabalho em equipe de qualificados experts.

Em seu afã procurar respostas sem lhe importar as conseqüências, o grande cientista teve o mérito de questionar dogmas e idéias indiscutíveis para a época.

Nos custa imaginar o quanto necessitou para publicar naqueles tempos uma teoria que colocava por terra a inquestionável idéia de que todas as formas de vida existentes – incluídos os seres humanos – eram imutáveis desde a sua aparição. Além dos conflitos que gerou com a religião, sacudia o antropocentrismo que todas as pessoas cultivavam com inocultável orgulho. Neste sentido, apesar do século e meio transcorrido, ainda é evidente que a humanidade não superou esta visão de si mesma.

Além de assegurar que os organismos variam com o passar do tempo, Darwin falou dos efeitos da seleção natural, da luta pela existência, a competição. Até então se acreditava que desde sua aparição o cavalo sempre havia sido esse animal, e o mesmo com todas as espécies viventes. Explicou de que maneira pensava que tal fenômeno ocorria, recorrendo ao sentido comum, ao raciocínio, à informação fornecida por outras ciências, e à observação e materiais coletados durante sua memorável viagem no Beagle pelo Atlântico e Pacífico Sul, desde 1831 a 1836.

A reprodução é o ponto crucial da evolução. O êxito de uma espécie se baseia nisso. E nem sempre se trata da supremacia do mais forte no sentido físico, pois também incide a habilidade, a capacidade reprodutiva, etc. De fato, a seleção natural se define pela maior ou menor capacidade de multiplicar-se.

Seus postulados provocaram – e ainda geram – muita polêmica. Sem dúvida, com o avanço assombroso que experimentou a ciência, em especial na genética, bioquímica e ecologia, o mundo científico não discute a evolução, nem a origem comum das espécies.

Demonstrou ter uma extraordinária capacacidade de síntese, e de vincular fatos aparentemente sem relação. Também acabou sendo muito imaginativo e, por vezes, crítico.

Anunciam-se numerosas homenagens ao longo deste ano. Nosso país deve somar-se a essa corrente, destacando que nosso território formou parte da famosa viagem de investigação de Darwin.


Hernán Sorhuet é jornalista no Uruguai, onde escreve sobre meio ambiente para o jornal El País, de Montevídéo.

  
             
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